sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Coisas entre o "EU" do passado, e o "EU" do presente (2011- 2026) Aí vou eu vindo do futuro...

    Em 2011, à data desta publicação eu havia acabado de completar 19 anos de idade. Hoje, dia 16 de janeiro de 2026 estou com 33 anos e com uma cabeça completamente diferente. Antes esta publicação chamava-se "Coisas entre Amy e EU", a Amy do referido texto era a AMY WINEHOUSE, essa baita cantora que nos deixou no dia 23/07/2011 aos 27 anos de idade (integrando a famigerada lista dos artistas  que faleceram com 27 anos no auge de sua carreira por coincidência).


    Este texto era um texto que exalava tudo que eu vivia, acreditava com base em religiosidade cega e imersão de ambientes cristãos tóxicos. Neste texto eu falei de Amy (que hoje eu sou muito fã)  de uma maneira soberba, tóxica e  até meio que desrespeitosa, pelo fato dela ter morrido sem Jesus. Desde o dia 30/12/2025 eu tenho revisitado o blog e lido com muita atenção postagens antigas e me pego abismado de quão inocente, ingênuo e tóxico eu era e percebo o tanto que a religiosidade pode atrasar a vida de um ser humano. 
    A comparação já começava comigo me colocando num lugar de privilégio e salvação por estar na igreja, e  colocava Amy num lugar de desaprovação e inferioridade pelo fato dela ter morrido supostamente sem Jesus. Todas as minhas postagens antigas eu estou reformulando, porque ao voltar a escrever depois de 8 anos e também o fato do blog ter 15 anos, muita coisa mudou (pra  melhor), tinha muita coisa escrita a qual e não vivo mais, não concordo  mais e também dogmas antigos e crenças que eu não tenho mais.
    Por acaso, isso significa que eu parei de crer em Deus ou em Jesus? Não em absoluto. O que aconteceu, é que a vida se encarregou de me mostrar a verdade e me libertou de todas as máscaras, e máscaras de muitos em quem eu tinha absoluta confiança e crédito caíram  por terra. Muitos que eu taxava de loucos, perdidos ou mundanos, com o tempo comecei a perceber que o  que eles  falavam tinha uma certa  coerência moral, psíquica e de comportamento. A minha essência não se perdeu, continuo ali, sou a mesma pessoa, o que aconteceu foi que eu sai do campo místico e fui para o campo  lógico das ideias. 
    Dentro da religião, você é quase forçado a  acreditar em dogmas como verdade absoluta, isso  é muito perigoso pois nos coloca numa situação  de vulnerabilidade psicológica muito grande, e na era da informação e da tecnologia  isto é inadmissível. Não fui só eu, mas milhares de pessoas se decepcionaram com a  religião (para deixa claro estou falando da religião protestante, também conhecida como evangélica).  Começamos a  perceber e viver na pele muitas discrepâncias relacionadas às falas de Jesus, misericórdia divina e do amor; a equação não batia, e isso é no geral. Exemplificando eu cito algumas situações fáceis de visualizar sem que haja muito aprofundamento: como pode um povo que diz que adora apenas a um Deus, ter políticos de estimação bostejando em  cima  de  púlpitos? Como pode igrejas com templos suntuosos, terem  irmãos em sua congregação passando fome? Como pode o assassino ser salvo (depois de optar  por tirar a vida de alguém seja pelo motivo que for) e um homossexual não, sendo que ele não escolheu ser assim, é algo natural pois nasceu assim, ou seja, não é uma prática e sim uma vertente das muitas afetividades humanas que temos.
    Com tantas disparidades é natural que o ser humano que está aberto a crescer naturalmente evolua sua linha de pensamentos e se desprenda de crenças limitantes. Jesus pregou o amor e a união entre todos. Ele acolheu a todos e não perguntou coisa alguma. Jesus disse: o meu jugo é suave e o meu fardo  é leve, mas o ser humano coloca tantas coisas em cima desse fardo, que leve não fica apenas pesado, na verdade ele se torna impossível de carregar. 
    Por isso eu mudei e graças a Deus eu mudei. Percebi que tenho mais coisas em comum com Amy Winehouse do que imaginava, ela assim como eu respirava arte e era assombrada por vários fantasmas e complexos, mas diferente de mim infelizmente se deixou levar por rotas de escape mais imediatas que acabaram à levando ao seu trágico fim. Eu  quero viver muito e entendo desde muito cedo que não se resolve um problema colocando outro em cima. Álcool e drogas não preenchem o vazio da alma, da mesma forma o sexo ou a compulsão alimentar, essas respostas a gente encontra se amando e valorizando nossos feitos e nossas conquistas por menores que sejam.
    Para todos aqueles que sentem que existe algo de especial que os difere, eu tenho a dizer que o diferencial não está na nossa estrutura ou nas oportunidades ou desvantagens, esse algo especial está nas decisões que tomamos com sabedoria. Isso sim faz toda diferença!



    

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