Aos Leitores e Seguidores do meu blog sabem que eu o criei basicamente para divulgar coisas a respeito da minha vida, minha carreira e meu ministério como Cantor Gospel, porem também o uso para expressar minha opinião e meu ponto de vista como cidadão, relacionados a fatos da atualidade ou assuntos relevantes.
Não me considero formador de opinião, mas tenho a minha que pode ser igual, semelhante ou oposta a sua, caro leitor.
Como o próprio título da publicação mostra, vou tratar hoje sobre um assunto polêmico e muito delicado vivido desde os primórdios da sociedade que é o estupro.
Nesta última quarta feira dia 25/05/2016, foi divulgado no Twitter um vídeo asqueroso de uma jovem desacordada, machucada e sangrando por suas partes intimas, e o animal crápula que estava filmando debochava da jovem com requintes de crueldade. A Notícia que veio a tona horas depois é que a garota tem 16 anos (menor de idade), e foi violentada por mais de 30 homens (animais), pra ser preciso 33, com base nos relatos da vítima que afirma que eles estavam armados.
A Publicação no twitter, claro, causou revolta nacional pela crueldade executada nesta abominável prática de estupro coletivo, porém o que me revolta é a relativização de algumas pessoas em relação ao ato (principalmente homens), querendo de alguma forma colocar a culpa na vítima. O Estupro ocorreu no Rio de Janeiro em uma favela na Zona Oeste.
A Garota em depoimento dado a polícia relatou que no ultimo sábado 21/05 estava na casa de um rapaz o qual tinha um relacionamento e que depois só se lembra de ter acordado dopada e nua em uma casa na mesma comunidade com 33 homens armados com fuzis e pistolas.
O Crime está sendo apurado pelo Ministério Publico do Rio de Janeiro que até ultimas informações foram identificados 4 animais, dos 33 monstros. E a garota passa por tratamento, físico e psíquico.
Isso me faz lembrar outro caso macabro ocorrido na Índia em 2012, da Jovem de apenas 23 anos, estudante de medicina Jyoti Singh que foi estuprada e morta em um ônibus por seis monstros,
"Uma garota decente não sairia por aí às 21h." "Nós queríamos ensinar uma lição nela." "Ela deveria ter ficado em silêncio e aceitado o estupro."
Essas foram as palavras de Mukesh Singh um dos 6 condenados pelo estupro coletivo na Índia, em entrevista à cineasta Leslee Udwin na prisão, para o documentário "Filha da Índia".
O Lamentável Episódio gerou muita revolta e indignação na Índia e em todo mundo, culminou no endurecimento no tratamento e na punição dos agentes de estupro, as autoridades aprovaram uma legislação mais rígida para os crimes sexuais e introduziram a possibilidade pena de morte para os estupradores que tenham provocado a morte de suas vítimas, movendo discussões em diversas organizações mundiais, como especialistas em direitos humanos.
Infelizmente esta realidade faz parte da cultura da Índia, do Brasil, do Oriente Médio e por ai vai mundo a fora. A mulher é vista como objeto de posse do homem, no qual eles definem como ela deve andar, como se portar, o que vestir, como ser e etc.
E o homem (alguns sem generalização) sempre tem uma desculpa para justificar tal ato de selvageria. Ex: Ela estava com roupa curta, Ela estava drogada e desacordada, Ela saiu sozinha a noite, Ela é transexual, Ela é negra, Ela é fácil, Ela estava dando mole, Ela estava pedindo por isso.
Nenhuma mulher quer ser estuprada, nenhuma mulher merece ser estuprada, não é por ser pobre, não é por ser rica, não é por ser branca, não é por ser negra, não é por ser Cis (mulher biológica), não é por ser Trans (mulher transexual), não é por ser virgem, não é por ser prostituta, não é por ser fácil, não é por ser difícil, toda e qualquer mulher detêm de liberdade e racionalidade para tomar decisões relacionadas ao seu corpo e sua vida, ou seja, não sou eu ou você que vamos ter a capacidade ou autoridade para mudar isso.
Estupro não é comum e não deve ser encarado como realidade ou banalidade. A Revista Exame ... Link ... Revela que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no país e o portal Uol Notícias ... Link ... Revela que o País tem 50 mil casos anuais de Estupro. Um absurdo!
Ainda mais em um país que presa pela impunidade e pela relativização das penas, é quase como esperar pelo pior de braços cruzados, sendo que esta brutalidade pode acontecer com qualquer uma, de qualquer cor, classe social ou situação adversa.
Mesmo assim Denuncie...
Saiba como denunciar casos como esse:
O assédio sexual, segundo a lei
O assédio sexual pode ser configurado como crime, de acordo com o comportamento do assediador. Vejamos:
Assédio sexual: O assédio caracteriza-se por constrangimentos e ameaças com a finalidade de obter favores sexuais feita por alguém de posição superior à vítima. (conforme Art. 216-A.do Código Penal)
Importunação ofensiva ao pudor: é o assédio verbal, quando alguém diz coisas desagradáveis e/ou invasivas (as famosas “cantadas”) ou faz ameaças. Tais condutas também são formas de agressão e devem ser coibidas e denunciadas. (Conforme Art. 61 da Lei nº 3688/1941)
Estupro: tocar as partes íntimas de alguém sem consentimento também pode ser enquadrado como estupro, dentre outros comportamentos. (Conforme Art. 213 do Código Penal: Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso) e também ressaltada a modalidade do Art. 217-A do Código Penal Classificada como Estupro de vulnerável, vulnerável este que pode ser menor de 14 anos, pessoa com enfermidade grave que impossibilite a sua defesa ou discernimento, ou que não possa oferecer resistência.
Ato obsceno: é quando alguém pratica uma ação de cunho sexual (como por exemplo, exibe seus genitais) em local público, a fim de constranger ou ameaçar alguém. (Conforme Art. 233 do Código Penal)
Caso precise de ajuda ou se quer fazer uma denúncia, você pode procurar:
Polícia Federal (http://denuncia.pf.gov.br/)
Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher)
Delegacia de Defesa da Mulher (www.policiacivil.sp.gov.br)
Secretaria de Políticas para as Mulheres: ouvidoria@spm.gov.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário